16 de novembro de 2017

XVII Semana da Consciência Negra da Casa de Cultura Raízes


Local: Casa de Cultura Raízes

Endereço: Rua Xingu, 110, Ferraz de Vasconcelos - SP, 08534-170, Brasil

18 de novembro, 13h

Batizado de Capoeira
Mestre Bê e Aislan comandam o batizado de capoeira dos alunos do Projeto Ser. Com a presença de vários mestres da região.

19 de novembro, 15h

Abertura do Literaízes : Mesa Literária “AGORA”

A Abertura do LiteRaízes será um imenso Sarau, com a participação de importantes nomes da Zona Leste no circuito de saraus e fazer literário (Amparo Literário, Sarau Suburbano, Comunidade do Conto, entre outros), com intervenções artísticas de vários segmentos. A mesa, composta com militantes culturais em comunidades periféricas, surge como incentivo à resistência cultural em nossa cidade, a partir da troca de ideia e experiência.

Tema: “A importância dos saraus no incentivo à novos autores”

Alba Atroz
Escritor, romancista, coordenador e apresentador do “Sarau Simpósio de Artes Integradas – Amparo Literário”, Alba Atróz é a metamorfose do guerreiro pássaro albatroz quando este se viu fora de seu habitat natural, longe de seu arquipélago, dos nevoeiros descritos por Baudelaire, após as clássicas visões de Herman Melville, em risco de extinção, obrigado a refugiar-se na periferia da grande e caótica metrópole, entre outros seres em diáspora, na luta resistente por manter-se vivo. Seu nome fragmentou-se em duas partes dando origem a um híbrido ideológico, ou uma composição por justaposição, virando um arquétipo, um símbolo de resistência contra aqueles que o afugentaram. O Alba faz, intencionalmente, alusão e homenagem a uma forma de poesia medieval conhecida exatamente como “Alba”, em que os notívagos poetas amantes lamentavam em seus motes a chegada do dia, que raiava “atroz”, tirando-lhes as intensas noites de amor, sempre após o anúncio dado pelos gritos de um vigia da torre de uma prisão ou pelos cantos dos pássaros matinais, como se fossem profetas apocalípticos, avisando-os que a noite ou o bom momento prazeroso que tiveram os tais poetas, às escondidas, findara-se pela insensibilidade dos que tramavam queriam enganá-los e trai-los ao raiar de uma infeliz aurora que até hoje insistem em legitimar como progresso. Numa batalha épica, o sobrenome Atroz acabou sendo atingido por uma adaga inimiga bem em cima da vogal "o" de seu fragilizado corpo e ali permaneceu cravada, gravemente acentuada, como um espinho na carne, alterando gramaticalmente seu sobrenome, para torná-lo Atróz. Reminiscências – Meu Bairro de Guaianases, Ler-te Integral, são algumas das obras de Alba Atróz, além de VIRTUOSE e Mil horas sem fim – O legado. Este último chegou à sua segunda edição neste ano de 2017.

Simone Rego
Simone Rêgo é professora da Rede Municipal de ensino, atualmente como orientadora de Sala de Leitura. Foi coordenadora de cultura no CEU Água Azul na gestão do Prefeito Haddad, onde fez um trabalho de articulação entre a comunidade do entorno e as escolas, estreitando as relações de arte e cultura popular, buscando parcerias dentro da própria comunidade.
Apoiadora do Instituto DuGueto no Vila Iolanda II realiza saraus com as crianças na praça do Stopim.
Ativista cultural, envolvida em movimentos sociais na Cidade Tiradentes, está sempre articulando atividades como saraus, oficinas e debates na escola, incentivando alunos no processo criativo e de identidade.
Como ela mesmo intitula-se: “uma sonhadora incurável.”

Marcio Costa
Marcio de Almeida Costa é professor e como ele mesmo se intitula “escrevinhador de causos”. Suas crônicas nasceram de um blog, a brincadeira foi crescendo e agora escrever é parte de sua personalidade. Dono de senso de humor irreverente e olhar crítico, o dia a dia é assunto principal de seus textos. Foi animado por amigos a publicar seu primeiro livro homônimo ao blog, JUSTA PALAVRA – São Paulo. 2014,RG Editores. 
Da escrita também nasceu seu mais recente namoro: a literatura marginal e Saraus, que, alimentam a alma do escritor.
Em setembro de 2015 participou como convidado para compor o time de Poetas do Sarau Suburbano volume 3, Ed. Edicon e, posteriormente no volume 4, Ed. Aquarela Brasileira, maio de 2016, ambos com textos do autor.
Organizador de uma publicação independente com textos de alunos denominada “É a vida – versos, poesias e prosas” em novembro de 2014.
Participação no livro “Virtuose - romance e simpósio textual sobre a redução da maioridade penal” de Alba Atróz com seu texto Eu ainda acredito nos homens – pg 236, maio de 2016, Ed. Clube dos Autores.
Participação no livro “Pelas periferias do Brasil Vol 6, Organizado por Alessandro Buzo, Ed. Aquarela Brasileira, Setembro de 2016.
Justa Palavra HQ- 2017, em parceria com o cartunista Valter Luis Limonada- Edicom.
Atualmente é um ativista e fomenta a leitura aos quatro cantos fazendo disso seu passatempo e trabalho favorito.

Francis Gomes
Poeta, escritor e cordelista, Natural de Assaré e viveu em Farias Brito Ceará. Fez oficinas literárias com, Zuenir Ventura, Marcelino Freire, Sérgio Vaz, Moacyr Scliar, Ignácio de Loiola Brandão entre outros, aula espetáculo com Ariano Suassuna. Autor de vinte e quatro folhetos de cordel, do livro de poesia, Ecos do Silêncio lançando em 2011, da coletânea de cordel, Semeando versos Colhendo Cordel lançando em 2014, Um ser tão enegmático 2017. Participou de oito coletâneas com outros escritores, dois CDs e três DVDs de literatura. Foi por quatro anos presidentes da Associação Cultural Literatura no Brasil. Premiado em vários concursos literário incluindo o segundo lugar no primeiro concurso de literatura de cordel organizado pela CTN a nível nacional. Trabalha com projetos de incentivo e fomento a leitura Faz palestras e Oficinas sobre literatura, em especial sobre literatura de cordel, e a importância de ler. Em 2016 fez junto com o escritor Sacolinha um circuito nacional de palestras por cinco estados diferentes do Brasil: João Pessoa-PB, Candelária - RS, Rio Branco - AC, Berilo - MG, Farias Brito - CE. Palestrante e oficineiro no Agosto das letras 2016, Festival de leitura da Paraíba.

Intervenções Artísticas:

Ferraz Niggaz (Hip Hop)
Ferraz Niggaz é um coletivo que surgiu em 2014 por alguns rappers de Ferraz (Micke Tranbiks, Gianette Soul Rap, Cachorro do Morro e Donrap)que cantam juntos desde 2003 e decidiram unificar suas idéias em um único coletivo, compartilhando assim suas idéias e propósitos. Hoje o coletivo conta com outros integrantes que juntos levam suas mensagens e ideais.

Grupo Sampa (Capoeira)
25 anos do Grupo Sampa Capoeira! Esse grupo foi criado pelo mestre Roque, na época se chamava Cultura e depois de dois anos juntos, mestre Roque e mestre Paulo criaram o grupo Sampa Capoeira, onde a intenção era de criar um grupo que os amigos se encontrassem para praticar a capoeira. A ideia foi ótima, tanto que somos um dos grupos de capoeira mais atuantes de Ferraz de Vasconcelos e cada vez mais esse grupo se multiplica, cada vez mais junto com a galera da Paraíba, do mestre Olho de Gato, Dedé, Macarrão e companhia. “(…) eu venho de longe, da terra da garoa... São Paulo, capoeira, cidade, terra boa...”

Matheus da Silva (desenhista)
“Olá, eu sou Matheus da Silva e tenho 18 anos e atualmente estou cursando design gráfico na Uninove. Eu tenho sonho de me tornar um animador e escritor e faço desenhos desde os cinco anos, quando eu almejava em desenhar, apenas por diversão. Mas isso se tornou mais sério quando aos onze eu decidi que iria criar minhas próprias histórias e comecei aos poucos melhorando minhas técnicas e tentando desenvolver um estilo próprio para mim. Estou atualmente fazendo um livro com um amigo e espero alcançar muito com isso.

Projeto Todo Coração é Vermelho (E.E. Edir do Couto Rosa – cordel)
O Projeto Todo Coração é Vermelho iniciou na Escola Estadual Edir do Couto Rosa em 2012, com uma apresentação teatral. Em 2013, um Sarau: “África e Brasil: isso dá literatura”. Em 2014, exposição. Em 2015, publicação de um livro de Poesia de autoria dos alunos. 2016, Exposição e agora em 2017, um ganho muito grande, pois teremos na semana: um Sarau, um Fórum e a brilhante Exposição. 
A ideia nasceu para minimizar assuntos vividos pelos alunos que sofriam preconceito e discriminação e, através das atividades de pesquisa, debates e escrita, aprimorar o conhecimento da cultura africana brasileira.
Projeto Ser (Exposição de máscaras e desenhos inspirados na Cultura Africana)

Neuza Almeida (Artes Visuais – Exposição “Expressões da Cor” )
Empreendedora, publicitária, designer e terapeuta em reiki. Da moda para arte, participou de diversas Mostras de Artes Visuais em Ferraz e região. Atualmente em sua 4ª exposição.

Hugo Canuto (Artes Visuais- Exposição “The Orixás”)
Formado em arquitetura pela Universidade Federal da Bahia, o ilustrador autodidata, diz que ali aprendeu muito do que depois levaria para o campo da arte. Fazendo uma análise crua do trabalho e da trajetória de Hugo Canuto, é fácil traçar um parâmetro para suas criações. Segundo ele mesmo, toda esta cultura afro que ele retrata em suas obras, estão muito presente em sua terra natal, desde o modo de falar e até mesmo na culinária. Ainda segundo o autor, mesclar a Cultura dos Orixás com a Cultura Pop, acaba sendo uma forma de instruir e desmistificar a crença aos olhos mais “radicais”, que veem estas divindades como algo ruim.

20 de novembro - “Dia da Consciência Negra”

13h, Ato Solene sobre a celebração da Consciência Negra da Casa de Cultura Raízes

15h, Atrações Artísticas:

Coral Vozes da Terra (Coral Popular)
O Coral Vozes da Terra foi fundado no dia 14 de julho de 2004, com 35 integrantes. Sob o lema “Vozes de emoção para alegrar os corações.” O coral é formado por donas de casa, trabalhadoras, jovens estudantes e por homens que não medem esforços mesmo depois de um dia exaustivo de trabalho. São pessoas comuns que determinaram promover a paz e levar alegria e felicidade para as pessoas através da voz com o canto.

J E Tico e Seus Fantoches (Artista de Rua)
J.E.Tico é um profissional de Teatro e Designer de Moda que se dedica a pesquisa, teórica e prática de animação de bonecos. Desde sua formação J.E.Tico mantém um trabalho que mistura varias linguagens.

Ferraz Niggaz (Hip Hop)
Ferraz Niggaz é um coletivo que surgiu em 2014 por alguns rappers de Ferraz (Micke Tranbiks, Gianette Soul Rap, Cachorro do Morro e Donrap)que cantam juntos desde 2003 e decidiram unificar suas idéias em um único coletivo, compartilhando assim suas idéias e propósitos. Hoje o coletivo conta com outros integrantes que juntos levam suas mensagens e ideais.

Escola de Samba G.R.C.E.S UNIDOS DE GUAIANASES

Pavilhão da Escola de Samba G.R.C.E.E.E.S. RAÍZES

22 de novembro, 19h30 - Cine Raízes

“ABC África”

O filme ABC África rendeu algumas experiências inéditas na vida do consagrado diretor iraniano Abbas Kiarostami. Pela primeira vez ele rodou um filme fora do Irã. Também inédita foi a utilização de câmeras e tecnologia digitais. O diretor viu ainda modificada toda a visão que tinha da África. "Honestamente, eu não tinha nenhum conhecimento sobre o continente africano além daquele que recebia pela mídia, mas devo acrescentar que esse conhecimento foi totalmente transformado depois dessa experiência", diz o cineasta. Tudo começou em abril de 2000, quando Kiarostami viajou para Kampala (Uganda) a convite do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD), associação humanitária mantida pela ONU. Durante dez dias filmou as histórias de centenas de crianças e adolescentes, todos órfãos, cujos pais foram vítimas da Aids, doença que já deixou 1,6 milhão de órfãos no país. O convite era para que registrasse a ação da Uweso (Uganda Women's Effort to Save Orphans), uma associação de mulheres ugandenses que trabalha para a salvação de centenas e milhares de órfãos da Aids no país. O registro rendeu um documentário tocante, repleto de risos e lágrimas e marcado por desilusões e esperanças.

23 de novembro, 19h30 Mesa Literária “PLATAFORMAS VIRTUAIS”

tema: “Internet Editora”

Antônio Bernardo
Estudante do último período de licenciatura em psicologia e sociologia pela Universidade Mackenzie. Trabalhou como jornalista, revisor de texto e colunista em jornal, portal e revista de médio porte e em laboratório de jornal acadêmico. Coordena projeto de educomunicação com produção de jornal para adolescentes. Ator do Teatro da Universidade Mackenzie, dançarino e professor de dança. Participa de projeto cultural de audiovisual a céu aberto. Oficineiro em Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto. Coordenou projetos pedagógicos no Projovem e em abrigos. Atua em coletivos e grupos de estudos e pesquisa sobre política, psicologia e etnia.

Andy Nakamura
Anderson Nakamura, "Andy", 42 anos, natural de Ferraz de Vasconcelos Pesquisador de marketing na empresa Expertise Pesquisas. DJ no Alberta #3 de São Paulo. Membro do Couchsurfing. Rede social de compartilhamento de hospedagens gratuitas e intercâmbio cultural. Tem o blog www.playlistofdeath,wordpress.com

Carlos Henrique
Pedagogo, Pós em Gestão Educacional, Coordenador Pedagógico de Ensino Fundamental II e Ensino Médio do Instituto Educacional Luterano. Possui uma página na plataforma virtual Recanto das Letras.

Intervenções Artísticas:

Andy Nakamura (DJ eletrônico)

Drawton
Autorretratos, Caricaturas, Realismo, técnica de pintura aquarela.

24 de novembro, 19h30 - Cine Raízes

“Doze Anos de Escravidão”

Em 1841, Solomon Northup é um negro livre, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos, ele passa por dois senhores, Ford e Edwin Epps, que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

25 de novembro, 15h Mesa Literária “LEIA MULHERES”

“Panorama geral da representatividade das autoras negras na literatura atual”

Natane Vieira
Natane Vieira, educadora social, professora de Sociologia e estudante de Pedagogia. Uma das organizadoras do Leia Mulheres Ferraz de Vasconcelos.

Jéssica Thais
Estudante de Engenharia Agronômica, deu aulas de Matemática do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, feminista e mamãe do Henry.

Lorrane Rodrigues
Lorrane Rodrigues é educadora e já atuou em alguns museus de São Paulo. É formada em história pela Universidade Federal de São Paulo. Atualmente cursa o mestrado na mesma instituição na área de história cultural, com enfoque em cinema e paralelamente desenvolve uma pesquisa sobre as mulheres na literatura latino-americana.

Aline Lima
Estudante de pedagogia, trabalhou em produções de audiovisual, uma das organizadoras do Leia Mulheres Ferraz Vasconcelos, feminista negra e mãe do Benjamin.

Malokêarô
Bruna Tamires é desenhista, escritora, zineira e gestora. Criou em 2016 o selo Malokêarô, por onde lança e distribui seus trabalhos de forma autônoma. Iniciou seus trabalhos literários criando e vendendo fanzines pelas ruas de São Paulo. Está entre os escritores que compõem a Antologia Jovem Afro, recém lançada pela Quilombhoje.
Publicações de Zines:
- Uni-verso: histórias para se viver de perto. O céu é crespo.
- Uni-verso: histórias para se viver de perto. Soldado Búfalo.
- Uni-verso: histórias para se viver de perto. Truques de vida para o/a universitário/a negro/a.
- Uni-verso: histórias para se viver de perto. Os cupins, os ratos e a gente.
- Uni-verso: histórias para se viver de perto. Fayah! Manual sobre como identificar o sistema. (2016)
- Uni-verso: histórias para se viver de perto. (2017)

Intervenções Artísticas

Exibição do Curta “Antonieta” de Flávia Person
O documentário "Antonieta" aborda Antonieta de Barros (1901-1952), mulher, negra, professora, cronista, feminista e em 1935 se tornou a primeira negra a assumir um mandato popular no país. 
Flávia Person (Documentário)
Flávia Person iniciou sua trajetória no cinema na Universidade de São Carlos, onde estudou Imagem e Som. Veio para Floripa há 9 anos, motivada pelo amor. Desde o começo sabia que o mercado cinematográfico de SC é pequeno e que tinha um belo desafio pela frente. Ela também é vice-presidente do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis e participa do Cores de Aidê, um bloco de Carnaval composto apenas por mulheres.

Maria Preta (música)
Maria Preta (Victoria Maria), 19 anos, MC, artista de rua, mulher preta e periférica.

Beu de Souza (música)
Bruna Letícia de Souza, nascida em São Paulo no ano de 2001. Começou a escrever as doze anos de idade, hoje possui 10 livros na plataforma do Wattpad, do gênero “Fanfiction” e “Fantasia”, sendo o de maior visualização “Filha do Mar” com vinte cinco mil e setecentas visualizações.

Svetlana Zvitini (artes visuais)
Artista da Sibéria formada em artes plásticas.

25 de novembro, 19h 
Cerimônia de entrega da Medalha Nélson Mandela OGBAN

26 de novembro, 15h Mesa Literária “POESIA”

tema “Processo Criativo”

Rudinei Borges
Rudinei Borges é um poeta nômade, insaciável dos caminhos. Insaciável, sobretudo, da liberdade do ver e do visto. Nesta procura, cada poema nasce em endereço diferente, um poeta diferente, embora, cada um, sem distinção, tenha a mesma marca da vivência de deslocamento, distanciamento, perda. Daí as insistentes tentativas de retorno, pela poesia, ao mundo amazônico da infância, às figuras femininas de seu berço, forjas fundamentais de seu ser-no-mundo; daí também sua compulsiva evocação em lançar mão desse mundo como lugar de “ter de onde se ir”, posto sempre às voltas com o tempo, o cais, o partir. Não é por acaso então que o cais, figura da partida, da despedida, da perda, do fim de dada experiência e tentativa de novo começo, seja uma das figuras mais evocadas. [Edilson Pantoja, escritor e doutor em Antropologia]
Das vozes mais autênticas da literatura brasileira contemporânea, o poeta, dramaturgo e ficcionista Rudinei Borges nasceu de uma família de migrantes campesinos de Itaituba, oeste do Pará, na Amazônia brasileira. É autor dos livros Epístola.40, Memorial dos meninos, Dentro é lugar longe e Chão de terra batida. Graduou-se em Filosofia. É mestre em Educação pela Universidade de São Paulo [USP].

Adriana Billa
Adriana Alves Moreira, pseudônimo Adriana Billa 33 anos, Paulistana Formada em Letras Atriz amadora Poeta por vocação. “Escrevo desde quando tinha 11 anos e nunca mais parei de escrever. Meus textos são um reflexo do que vejo, ouço, vivo e gostaria de viver. São espelhos da minha mente, alma e coração.”

Michele Brito
Michelle Brito, 20 anos, nascida em Ferraz de Vasconcelos faz parte da Coletiva Vulva da Vovó, começou teatro muito cedo aos 10 anos na igreja, logo após sentia a necessidade de escrever não entendia muito bem até então o que escrevia, até hoje isso ainda não fica tão claro. Não escolheu a escrita, ela lhe escolheu. Escreveu o monólogo da peça “Oba” em parceria com diretor Jorge Julião no Teatro Comunne.

Manogon
Manogon (nome artístico de Manoel Gonçalves). Diretor de arte, ator e poeta, nem sempre nessa exata ordem. Mantem o blog http://coisasdemanogon.blogspot.com. Autor do livro de poesias Caminhos Tortos, série Exemplos, da Editora Scenarium Plural Livros Artesanais, do zine de poesias infantis Brincante e dois textos de teatro. Participou do CD Sarau da Casa Amarela, Vol. 1 – Mutirão Cultural, com a poesia Senões. Escreveu por dois anos, como pai convidado, para o site e blog Desabafo de Mãe e já participou de outros blogs literários como o Coletânea Artesanal; textos nas publicações Guia Escolas e Pais Atentos, na Coluna SP Zona Leste do blog da Nova Alexandria. Integra o grupo de artistas que frequenta e difunde A Casa Amarela – Espaço Cultural de São Miguel Paulista. Participou em 2016 como um dos apresentadores do programa EncontrArte na Rádio Boa Nova, comentando sobre arte e declamando poesias.

Intervenções Artísticas:

Pedro Zanelli (músico)
Cantor, Ator e Compositor. Se formou no curso de Arte Dramática do Senac e é integrante do grupo Teatro da Neura de Suzano, onde atuou em algumas peças como “A Última Virgem” inspirado na obra “Sete Gatinhos” de Nelson Rodrigues e “Que a Terra há de Comer” inspirado na obra “Vereda da Salvação” de Jorge Andrade. Como musico atuou no grupo “Alumiê” em 2016, projeto que fundou com mais dois amigos afim de pesquisar e trabalhar diferentes gêneros musicais e formas de escrita. Atualmente tem se dedicado a lançar seu primeiro EP.

Rita Fogaça (Poemas Caligrafados)
Sempre gostei muito de ler e escrever, de pintar. Qdo entrei na escola tinha acabado de fazer 6 anos e ja sabia ler e escrever. Nunca pratiquei. Minha vó me dava cadernos de caligrafia ( no meu tempo tinha) porque eu gostava de escrever. Nunca pratiquei. Eu via uma letra e simplesmente escrevia. De forma, de mão, deitada ou em pé. Redonda ou quadrada. Deve ser um dom. Afinal, não podemos ser só defeitos; temos que ter pelo menos uma qualidade. Kkkk

Jhony Uriel (arte visual)
Jhony Uriel é ator, artista-plástico e músico, natural de São Paulo, nasceu em dezembro de 1992, e há 9 anos dedica a sua vida à carreira artística, primeiramente, cantando na Banda Arkahan nos 3 primeiros anos, de lá pra cá trabalha no teatro, atualmente no espetáculo “Almas Peregrinas”, obra livremente adaptada à partir do clássico literário do mexicano Juan Rulfo. Atualmente, Jhony segue a sua pesquisa de encontro à representação de figura humana, e nesta edição do evento, Jhony ilustra os convidados da mesa literária “POESIA”.

27 de novembro, 19h30 Cine Raízes

“Histórias Cruzadas”

Nos anos 60, no Mississippi, Skeeter é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark, a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

29 de novembro, 19h30 Cine Raízes

“Na Quebrada”

Uma representação épica de uma batalha sobre um navio cheio de escravos que se revoltam contra seus captadores em alto mar e ancoram em solo americano. Inicialmente, o argumento nas cortes era sobre o problema da propriedade e posse. Gradualmente, os advogados de defesa entendem que a humanidade dos homens vira mercadoria através da escravidão.

30 de novembro, 19h Encerramento do mês da Consciência Negra

Mesa Literária “AFRO”

“Lei 10.639/03: O Fim de uma Era?”

Durante séculos o Brasil viveu sob a expectativa da liberdade literal da maioria do seu povo. Mais de um século após a lei assinada em 13 de maio de 1888, essa liberdade finalmente tomava forma de realidade, com a Lei 10.639 de 2003. Mas como é impossível apagar séculos de discriminação com apenas algumas linhas na legislação, já se notam retrocessos políticos e legislativos que afetam diretamente os direitos conquistados, inclusive o mais importante: o direito à memória.

Lari Lisboa
Formada em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Especialista em Educação para as Relações Étnico-Raciais e Mestra pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), atualmente é doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Além da pesquisa, é professora e oferece diversos cursos, palestras e oficinas literárias, tanto para professores, como para o público em geral.

Ademiro Alves (Sacolinha)
Ademiro Alves de Sousa, mais conhecido como Sacolinha, tem 34 anos, é paulista e graduado em Letras. Sua Trajetória literária data da criação do Projeto Cultural Literatura no Brasil. Nessa época seus contos São premiados em vários concursos literários. Em agosto de 2005 Lança seu primeiro livro, o romance Graduado em marginalidade, pela Editora Scortecci, e passa a vendê-lo nas noites de São Paulo. Ainda nesse ano, começa a escrever 85 letras e um disparo e participa da revista Trajetória Literária, publicação realizada em parceria com a Prefeitura de Suzano que reuniu num de seus volumes 20 escritores inéditos. Em 2006, o romance Graduado em marginalidade é indicado para participar do Prêmio Jabuti. A primeira edição de 85 letras e um disparo é lançada pela Editora Ilustra, e Sacolinha recebe dois prêmios literários pela Universidade de Mogi das Cruzes, além do 2¦ Prêmio Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia). Sacolinha é ainda ativista cultural e realiza palestras sobre literatura.

Heloísa Santana
Professora atuante no Projeto Todo Coração é Vermelho, na E.E. Edir do Couto Rosa, junto com a equipe docente, discente e gestores desde 2013. Contadora de histórias afro, poetiza com obras escritas em coletânea pela Ed. Delicatta e participate da Bienal 2016, cantora gospel e Mestre de Cerimônias.

Evaristo Santos
Professor de História pela UNIFAI; Pós-Graduação de História da África pela Unicastelo; cinema e fotografia pela OC Alfredo Volpi; Ambientalista pelo Centro de Cultura Sócio Ambiental e Saúde do Cambiri. Premiado pelas práticas na Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo – AAFESP – Objetivos do Desenvolviment do Milênio 2005, PNUD e Presidência da República; Palestrante no fórum Social Mundial com o tema “Água de Beber” em 2005, 2008 e 2013; diretor de políticas públicas na AAFESP.

Cosme Nascimento
Representante do “Cadernos Negros” e presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Sócio Cultural (CPD) Negro Sim de Suzano.

Intervenções Artísticas

Mestre Bê (Capoeira)
André Luiz, mas conhecido no mundo da capoeira como Bê, iniciou com 12 anos de idade aonde se encantou vendo seu mestre, Roque, jogar capoeira e então nunca mais parou. Formou-se no Grupo Sampa, onde junto com seu irmão, Aislan, e amigos até hoje leva seu trabalho na Casa de Cultura Raízes. “(...) quando entro em uma roda, não é brincadeira..., amo muito essa família: Sampa Capoeira...”

Onézio Cruz (Caricaturas)
Professor de Arte nas redes Estadual SP, participa com artista visual no Sarau Amparo Literário, Pedagogo , trabalha com Assistente Técnico Educacional na DRE Guaianases da SME, Participou da associação dos Artistas Visuais de Suzano ASAP, Expos caricaturas e desenhou centenas de caricaturas no "ARTE NA RUA" de Suzano. Fez capas de livros para: Maria Estela Ximenes, Alba Atróz, Germano Gonçalves, Claudio Cakis, Sidney Leal, Francis Gomes, ente outros. Desenvolve ilustrações autorais e prepara alguns textos para serem publicados futuramente.
Márcia Romano (Música)





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